O governo da Bahia começou a planejar o futuro da gestão da Arena Fonte Nova após o término da atual Parceria Público-Privada (PPP), previsto para 31 de março de 2028. Augusto Vasconcelos, secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, anunciou que a BahiaInveste foi acionada para criar um diagnóstico e um termo de referência que fundamentarão um novo modelo de administração do estádio.
A discussão ocorre em meio a especulações sobre o interesse do City Football Group, controlador da SAF do Bahia, em assumir a gestão da arena, especialmente após o anúncio da Acelen como nova detentora dos naming rights da Fonte Nova. Vasconcelos deixou claro que o acordo com a Acelen não está relacionado à PPP em vigor.
“O contrato de naming rights entre a Acelen e a Fonte Nova não tem nenhuma relação com o contrato de parceria público-privada, que vai findar em 2028. É óbvio que, por ser da mesma empresa, a especulação existe”, afirmou Vasconcelos.
O secretário destacou que não há negociações recentes com o Grupo City sobre a futura administração do estádio. A consultoria da BahiaInveste será crucial para estabelecer as condições de uma futura licitação, que determinará quem administrará a Fonte Nova após 2028.
Vasconcelos enfatizou que o governo está dialogando com a atual concessionária e outros possíveis parceiros, mas a escolha do próximo administrador será feita por meio de uma licitação. “Temos um diálogo com a Arena Fonte Nova e os investidores da Arena, temos conversas com outros parceiros. Evidentemente, tudo isso, no momento adequado, a partir de uma licitação, irá definir quem vai arrematar a gestão da Arena Fonte Nova”, declarou.
Com o fim da PPP, a Fonte Nova passará a ser integralmente do Estado, exigindo um novo modelo de gestão. Vasconcelos afirmou que o objetivo é preservar a relevância do estádio para o futebol e o setor cultural.
Embora o secretário tenha negado negociações recentes, o interesse do Grupo City na gestão da Fonte Nova já havia sido mencionado pelo governador Jerônimo Rodrigues, que defendeu um entendimento entre o governo, a atual concessionária e o Grupo City sobre a futura administração do estádio.
Relatórios financeiros indicam que a Fonte Nova registrou um prejuízo de R$ 15,8 milhões em 2025, apesar de um aumento na receita operacional líquida para R$ 89,3 milhões.
Fonte: Bahia Notícias
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