O segundo semestre na Bahia tem sido marcado pela predominância da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza B, apontada como a principal causa de internações por doenças respiratórias no período, segundo dados da Fiocruz. Um boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia contabilizou 1.033 ocorrências do vírus e 23 óbitos em território baiano até o final do mês de setembro.
O médico epidemiologista José Geraldo Ribeiro avalia que o cenário pode ser reflexo de coberturas vacinais abaixo do ideal e enfatiza a urgência de imunizar o público prioritário. “Vacinar prioritariamente as crianças, os idosos, gestantes, aqueles pacientes que têm alguma comorbidade. Esses são os grandes grupos de risco”, afirma o especialista.
Segundo o médico, embora os sintomas da infecção se assemelhem aos de uma virose comum, a doença tem potencial para provocar complicações severas na população vulnerável. “Nessas pessoas de risco, ela pode acabar acometendo o pulmão, acometendo as vias respiratórias e causando problema diretamente com pneumonites e outros quadros, além de abrir caminho para as pneumonias bacterianas. O vírus Influenza é um grande aliado do pneumococo, que é o grande causador de pneumonias graves na comunidade”, explica Ribeiro.
Em Salvador, a vacinação contra a gripe é disponibilizada em todas as unidades de rede municipal para o público a partir dos 6 meses de idade. Para receber a dose, os moradores devem comparecer aos postos levando documento de identificação com foto, cartão do SUS e a caderneta de vacinação.
Fonte: Agência Brasil
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